Resta estudar o filme, associá-lo ao mundo que o produz. A hipótese? Que o filme, imagem ou não da realidade, documento ou ficção, intriga autêntica ou pura invenção, é História; O postulado? Que aquilo que não se realizou, as crenças, as intenções, o imaginário do homem, é tanto a História quanto a História.
Marc Ferro,
Um dos historiadores pioneiros no emprego do filme como fonte documental, conseguiria enxergá-lo como documento, não no sentido de imagem objetiva da realidade, mas sim no status de revelador ideológico, político, social e cultural de uma determinada cultura e de seus interesses, nem sempre retratados de modo explícito, entretanto, passíveis de serem observados nas sutilezas e entrelinhas das imagens expostas num filme.
Fonte: http://www.mnemocine.com.br/pesquisa/pesquisatextos/andrea1.htm
Source: gifmovie
“O Artista”, de Michel Hazanavicius.
Não sei se vai ganhar o Oscar, mas com certeza ganhou meu coração.
Eu “não gosto” de palhaços por causa de um trauma de infancia, e não queria ver esse filme até ver uma entrevista do Selton Mello que me convenceu.
E não me arrependi. “O Palhaço” é um filme encantador, gente! Eu ri, me emocionei, ri de novo… Amei!
Acho até que superei meu trauma, rs.
Assistam!!!
O cinema é o que me move.
Quando tudo dá errado. Quando o dia está ótimo. Quando as pessoas decepcionam. Quando eu estou com as melhores pessoas. Fazendo nada, fazendo tudo. “Na alegria ou na tristeza e mimimi”.
Em qualquer momento.
Nada me completa tanto como escrever um novo roteiro ou ir ao cinema ver aquele filme que eu estava esperando. Até parece que eu não preciso de mais nada nessa vida… queria não precisar.
Eu Não Quero Voltar Sozinho
Gênero: Ficção
Diretor: Daniel Ribeiro
Elenco: Fabio Audi, Ghilherme Lobo, Tess Amorim
Ano: 2010
Duração: 17 min
Cor: Colorido
Bitola: Indisponível
País: Brasil
Ficha Técnica
Co-produção: Daniel Ribeiro, Diana Almeida
Roteiro: 35mm
Direção de Arte: Olivia Helena Sanches
Empresa(s) produtora(s): Lacuna Filmes
Montagem: Cristian Chinen
Festivais
Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2010
Source: culturalizese
A pessoas se esquecem de que há uma ecologia, um ciclo de relações simbióticas que existe na indústria do cinema onde é preciso que alguns filmes façam muito dinheiro para poderem financiar os que não fazem dinheiro. Do bilhão e meio de dólares que Star Wars fez, metade, 70 milhões de dólares, foi para os donos dos cinemas. E o que os donos dos cinemas fizeram com esse dinheiro? Construíram multiplexes. Uma vez que tinham todas essas telas, eles precisavam pôr alguma coisa nelas, o que quer dizer que filmes de arte que passavam em lugares mínimos no meio do nada de repente estavam sendo exibidos em grandes cinemas, e começaram a fazer dinheiro. E uma vez que eles começaram a fazer dinheiro, surgiram Miramax e Fine line, e os estúdios ficaram interessados, e agora existe uma saudável indústria do cinema de arte que não existia vinte anos atrás. Então, de certo modo, eu destruí a indústria de cinema de Hollywood, mas não a destruí por fazer os filmes mais infantis, mas por torná-los mais inteligentes.
Palavras de George Lucas no livro “Como a geração sexo-drogas-e-rock’n’roll salvou Hollywood”.
Star Wars foi muito criticado antes mesmo de começar ser produzido, ninguém acreditava no filme, mas George Lucas acreditava e foi em frente com seu projeto. Ele queria fazer filmes alegres para um público infantil e levar esse público a um novo mundo de fantasia, mas chegou a duvidar de si mesmo e do que estava fazendo tantas vezes durante a produção desse filme que só voltou a dirigir cerca de 12 anos depois quando fez os três episódios adicionais de Star Wars.
George Lucas pensava cinema de um jeito diferente da maioria dos diretores da Nova Hollywood, mas na minha opinião isso não faz dele melhor ou pior que esses outros diretores, e nem faz de Star Wars um filme menos pessoal e/ou artístico desse diretor. O que foi feito nas décadas de 60 e 70 mudou Hollywood, e é muito importante na história do cinema. Todos que trabalham com cinema, ou querem trabalhar, deviam ler esse livro porque ele abre as portas de mundo que parece intocável, mas não é, e não me refiro a Hollywood e sim ao Fazer Cinema.
Quem olha de fora vê cineastas famosos como Spielberg e Coppola, e não imaginam o que eles passaram pra chegar ao topo. Eles caíram muitas vezes, errando, acertando e lutaram para fazer seus filmes do jeito que acreditavam quase beirando a loucura em alguns momentos. Usei um trecho do que aconteceu com George Lucas para ilustrar tudo isso, mas há muito mais no livro, histórias impressionantes.
Para concluir, outra citação de George Lucas que com certeza fala por todos os diretores da Nova Hollywood:
“Nós tínhamos em comum o fato de ter crescido nos anos 60 protestando contra a guerra do Vietnã. Nós íamos dominar o mundo. A outra coisa que despertava nossa paixão era o cinema. Nunca pensamos que íamos ganhar dinheiro com isso, ou que era um bom meio de ficar rico e famoso. Era feito um vício. Vivíamos nos virando para conseguir nossa próxima dose, por um pouco de filme na câmera e ir filmar alguma coisa.”

Hoje, há 1 ano atrás, depois de um dia insano e mágico num set de filmagem eu estava me formando na Escola de Cinema. Muita coisa aconteceu desde então, muita coisa mudou… Mas a minha certeza continua, aliás, só aumenta: O cinema é o maior amor da minha vida.
MOSTRA HITCHCOCK
Mostra de Filmes do fantástico diretor Alfred Hitchcock.
No CCBB Rio de Janeiro de 01/06 a 14/07/2011.
No CCBB São Paulo de 14/06 a 24/07/2011.
No CINESESC São Paulo de 08 a 17/07/2011.
Imperdível!
Francois Truffaut: Are you in favour of the teaching of cinema in universities?Alfred Hitchcock: Only on condition that they teach cinema since the era of Méliès and that the students learn how to make silent films, because there is no better form of training. Talking pictures often served merely to introduce the theatre into the studios. The danger is that young people, and even adults, all too often believe that one can become a director without knowing how to sketch a decor, or how to edit.
Truffaut: In your opinion, should a film suggest painting, literature, or music?
Hitchcock: The main objective is to arouse the audience’s emotion and that emotion arises from the way in which the story unfolds, from the way in which sequences are juxtaposed. At times, I have the feeling I’m an orchestra conductor, a trumpet sound corresponding to a close shot and a distant shot suggesting an entire orchestra performing a muted accompaniment. At other times, by using colours and lights in front of beautiful landscapes, I feel I am a painter. On the other hand, I’m wary of literature: a good book does not necessarily make a good film.
-excerpted from Hitchcock by Francois Truffaut & Helen G. Scott
Photographer: George Dodge
Source: oldhollywood
Eu poderia ser um escritor facilmente. Eu não sou um escritor. Eu sou um roteirista, o que é um meio cineasta… Mas isto não é uma forma de arte porque roteiros não são formas de arte. Roteiros são convites a outros a colaborar num trabalho artístico.
by Paul Schrader,
Roteirista.
Source: deroteiristapararoteirista
Source: britta-perry


